O modelo de desenvolvimento econômico da economia brasileira desde os anos 80 até os dias atuais, tem como âncora impulsionadora para crescer , o estímulo ao consumo interno e não ao investimento, um erro que muito prejudica o País.
Também, não obstante a realidade da globalização das economias, o Brasil caminhou com políticas fiscais, para os mercados interno e internacional, que tornaram o Brasil um País relativamente fechado ao comércio internacional, com uma corrente de comércio exterior (exportações mais as importações) de apenas cerca de 25 % do nosso PIB – Produto Interno Bruto em dólares, que atualmente está próximo de US$ 2,3 trilhões.
Mirando o exemplo da economia da China, o País no Governo de Mao Tse-Tung (1949 a 1976), experimentou uma fase de isolamento mundial, com uma economia quase fechada ao comércio internacional. O resultado foi o de um baixo nível de crescimento econômico, baseado, fortemente, no consumo interno. No governo seguinte, de Deng Xiaopins (1978 a 1992), ocorreu a “Reforma e Abertura Econômica”, elegendo, como prioridade, o socialismo de mercado e o desenvolvimento econômico. A China cresceu acentuadamente, priorizando o comércio exterior que, ao longo de todos esses anos, a fez conquistar a posição de segunda maior economia mundial e líder em avanço tecnológico.
A China é hoje a maior parceira comercial do Brasil, com elevados níveis de investimentos na América Latina, Sudeste Asiático e outras regiões. Uma grande potência econômica, que, no ano passado, obteve um superávit comercial de US$ 1,2 trilhões.
Neste momento, considerando o elevado nível de endividamento das famílias que pagam juros estratosféricos, o que trava o consumo e o crescimento econômico, o governo está estudando a implementação de medidas, como a unificação das dívidas individuais e a liberação de recursos do FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, para aliviar as dívidas e destravar o consumo. Continuamos pensando politicamente, não na melhor solução. Aliviando a dívida no presente e estimulando o aumento da dívida para o futuro próximo. O FGTS foi criado como uma poupança compulsória para garantir, no futuro, os aposentados.
Todas as medidas de estímulo ao consumo, provocam aumento de demanda de mercadorias e serviços, e pressionam a inflação que, conjugando inclusive como excesso de gastos públicos, inibem a queda da Taxa Básica de Juros – a SELIC, por parte do Banco Central, responsável pela Política Monetária para combater a inflação.
Finalizando, enfatizo que é necessário e urgente mudar o “modelo de desenvolvimento econômico” do Brasil, que deve ser pautado mais nos investimentos e menos dependente do consumo interno e, sim mais voltado para o mercado externo e, com massivos incentivos para que as micro, pequenas empresas e médias empresas mirem o comércio internacional.
Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas.