O BRASIL QUE PRECISAMOS E DESEJAMOS

O BRASIL QUE PRECISAMOS E DESEJAMOS

O desempenho da economia brasileira para este ano, tendo como base o atual fraco desempenho da atividade econômica, projeta que o PIB – Produto Interno Bruto poderá crescer somente cerca de 1,9%.

Dois fatores principais, impactam, ainda mais, negativamente nesse número: os elevados defícits primários (sem contar os juros superiores a R$ 1,1 trilhão por ano, que acabam sendo somados à dívida interna) e, como consequência, o elevado nível da dívida interna do Setor Público (União, Estados, Municípios e Empresas Estatais), que supera R$ 11,3 trilhões, equivalentes a 83 % do PIB – Produto Interno Bruto do nosso País.

A nossa dívida interna somente poderá ser reduzida, não desejavelmente, com aumento de impostos, mas, sim, com redução dos gastos com despesas e, necessariamente, geração de superávits no Orçamento Público. Tivemos, nos últimos três anos, os seguintes déficits públicos primários : Em 2023 = R$ 249,10 bilhões (dados do Banco Central); em 2024 = R$ 43,00 bilhões; em 2025 = R$ 61,70 bilhões e para este ano, projeta-se cerca de R$ 50,00 bilhões.

Como principal subproduto da elevada dívida pública, situa-se os juros básicos, a SELIC, praticada pelo Banco Central do Brasil, atualmente, em 13,5 % ao ano. Seus efeitos se propagam sobre os juros praticados no mercado financeiro, extremamente altos, que impactam negativamente os níveis de investimentos empresariais, o custo financeiro para empresas e tomadores de empréstimos, e, consequentemente, o baixo nível da atividade econômica, com um acanhado crescimento do PIB – Produto Interno Bruto.

Um setor fundamental da atividade econômica, em todos os países, e o industrial, pela sua relevância na geração de empresas de qualidade; na evolução e modernização tecnológica do País que, quando incentivado, produz ganhos de produtividade e vantagens comparativas no comércio exterior. No caso do Brasil, de 2002 a 2025, o setor industrial cresceu apenas 13,8 % nesses 23 anos e, sua participação no PIB – Produto Interno Bruto, que era de aproximadamente 25 %, caiu para cerca de 11 % neste ano (dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Brasil que precisamos e desejamos, está muito distante do Brasil atual. Hoje temos 80 milhões de brasileiros endividados, dos quais, quase 35 milhões estão inadimplentes; mais de 6 milhões de micros empreendedores individuais encerraram as suas atividades; milhares de empresas enfrentam dificuldades financeiras, em decorrência de seus endividamentos, com juros elevados e dificuldades para pagamentos de impostos. Tudo isso, também e, principalmente, pela intercadência no desempenho de nossa economia com baixo nível de crescimento econômico.

Com uma “votação conturbada”, (o Estado de São Paulo), Lula vai assumir pela quarta vez a Presidência da República. As dificuldades e desafios são extremamente elevados, para solucionar os grandes problemas que afligem e afetam os negócios no Brasil e a população brasileira, mas não impossíveis de serem superados.

Sempre é tempo de se mudar uma rota, atualmente, caminha na direção de um grande desastre que, cada dia mais, atemorizam a Sociedade Brasileira.

Tivemos durante a gestão deste governo, um processo permanente de incertezas que provocou reações negativas para os negócios e a Sociedade, mas, ao mesmo tempo, é preciso reconhecer um grande número de seus membros, com plenas competências para retomar o caminho da virtuosidade na Gestão Pública. Que Deus abençoe o nosso País.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, Membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas.