O COMBATE AO TERRORISMO NAS AMÉRICAS

Em 1823, o Presidente dos Estados Unidos, James Monroe, elaborou a “Doutrina Monroe”, que apregoava ”A América para os Americanos”, atribuindo aos Estados Unidos o controle e a segurança das Américas.

Nesta semana, o Presidente Americano, Donald Trump, firmou acordo com quatorze países latinos-americanos, que foram signatários do acordo do “Escudo das Américas”, no qual decidiram tratar como terroristas organizações criminosas, equivalentes ao (PCC) – Primeiro Comando da Capital e (CV) – Comando Vermelho, no Brasil e, assim sendo, o apoio de ações americanas nos seus países para combater o narcotráfico.

Foram signatários: A Argentina, Colômbia, Bolívia, Chile, Equador, Costa Rica, Bahamas, Belize, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Panamá, República Dominicana, Trindade e Tobago. O Brasil e o México ficaram de fora dessa coalizão.

Em 1947, já finda a Segunda Guerra Mundial, dezenove países centrais do Ocidente, criaram a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, para prevenir e coordenar as ações militares integradas, contra eventuais ataques militares da União Soviética, a qualquer país membro.

O objetivo de Donald Trump é criar uma espécie de OTAN para a América Latina.

Não há previsão de incursões bélicas, e, sim, de parceria americana com esses países, de combate ao narcotráfico; também o congelamento de bens dos traficantes e pessoas a eles ligadas. A assistência mútua em caso de agressões, além de políticas preventivas, utilizando a “inteligência e expertise” americana no combate ao terrorismo e narcotráfico.

Outra instituição voltada para a segurança mundial, é o “Conselho de Segurança” da ONU – Organização das Nações Unidas. Não obstante as ações do Brasil para fazer parte desse Conselho, ainda não somos membro. Fazem parte: países permanentes – A China, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Rússia. Outros membros: a África do Sul, a Alemanha, a Bélgica, a Polônia, a Costa do Marfim, o Peru, a Guiné Equatorial, o Kwait e a República Dominicana. O objetivo é o do estabelecimento da paz no mundo.

Aqui no Brasil, enfrentamos, permanentemente, a insegurança frente a criminalidade, que se expande, vertical e horizontalmente, em todos os Estados do País. Os seus efeitos são nefastos para a Sociedade Brasileira, pois atinge o trânsito nas cidades e rodovias; os transportes públicos; a insegurança que provoca medo no seio das famílias, afetando o ritmo das múltiplas atividades econômicas, do comércio varejista e dos setores da cultura e das artes, dos estudos dos acadêmicos e outros serviços essenciais. Perdem também, os empreendedores, os profissionais liberais, os consumidores, enfim todo o País.

São necessárias medidas cautelares, inteligentes e firmes, para reduzir, de forma permanente, a criminalidade e devolver à população brasileira, a paz e a liberdade soberana de “ir e vir”.

Vamos observar, daqui para frente, os resultados no combate ao crime organizado nesses países que se juntaram ao programa “Escudo das Américas”, liderado pelos Estados Unidos da América e, também, observar as políticas públicas em nosso País, de combate às organizações criminosas.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas.