ESPERANÇA NAS URNAS

O país parece saturado da falta de políticos sérios e que resolvam, as urnas mais uma vez mostrarão isso. Ninguém mais aguenta o tédio dos discursos políticos, no máximo com aquela vã esperança de que algum mágico dê jeito nas coisas. O clima de exasperação, a rejeição passional da divergência e a ausência de debate público bloqueiam quase tudo. Os gritos das últimas eleições estão aí, mas a qualquer momento podem derivar para o caos ou esfriar. Caso o Presidente Jair Bolsonaro, os governadores, senadores e deputados não ajam rápido, desponta no horizonte uma enorme crise social, que poderá derrubar governos, no mínimo os desafiará como nunca. As deficiências estruturais do país, na educação, nos transportes, na saúde, na infra estrutura, não são atacadas com determinação, mais a mais o povo de bem se irrita. É esse o recado que as urnas de 2020. Os que forem eleitos e os que estão saindo precisam entender tal recado. Os últimos presidentes e seus asseclas gastaram mais tempo arrumando desculpas do que entendo os anseios da nação. Segue-se com a mesmice de sempre, com o ufanismo que nos caracteriza, a subserviência ao sistema, aos bancos e aos mercados. Fazemos de conta que não há desperdício, que os prometidos legados virão com o tempo, que os bilhões de reais canalizados na corrupção foram precondição para que o país se organize, olhe o caso da aproximação de Bolsonaro ao “Centrão”, nada se fez de concreto. Não há comando para sustentar mudanças que tragam boas novas, na verdade falta entendimento para que se dê um arranque expressivo. De dentro e de fora do governo federal ouve-se que o Estado precisa gastar menos, como se fosse possível reduzir ou redefinir despesas públicas sem comando. Comando, é isso que esperamos do Presidente Jair Messias Bolsonaro. Se a vida de parte dos mais pobres melhorou outrora graças às políticas de incentivo ao consumo e Bolsa Família, verbas emergenciais, daí virão mais exigências de gastos públicos e não menos! As pessoas quererão mais saúde, educação, transportes, e tudo com mais qualidade. Coisas que exigem investimento, políticas e coordenação estatal – um projeto de país, em suma, que é precisamente o que mais falta. Em todas, as agendas são idênticas: transparência, respeito a direitos, transportes melhores, educação, saúde, segurança, retidão, outra forma de fazer política. Os novos eleitos precisarão exercer seus cargos a partir de um Projeto de País, e não como nos últimos anos, na base da tentativa e erro, quando não, dependendo do acaso.