GOLPE MILITAR DE 1964

Há cerca de 53 anos eclodia o golpe militar de 1964 que evitou
que os comunistas tomassem o poder instaurando uma ditadura do proletariado,
assim como um banho de sangue no Brasil. A ditadura durou intermináveis 21
anos, tempos difíceis, inimagináveis para quem não esteve ali. Aqui darei o
peso certo a essa história. Graças à corajosa intervenção das Forças
Armadas, notadamente do Exército, aniquilamos a possibilidade de um
território controlado por terroristas, já na economia o Brasil
transformou-se num país industrializado, consolidou sua indústria petroleira
e desenvolveu a petroquímica, bem como a siderurgia e a fabricação de
maquinaria pesada. A engenharia deu um grande salto com as obras públicas
que pipocaram. Efetivou-se um fantástico desenvolvimento das
telecomunicações e uma ampla política de abertura de estradas. O regime
militar tinha um propósito, em que pese o terrível viés autoritário
evidentemente criticável. Foi uma correção de rumo na desastrada ladeira
do populismo de João Gulart. Nesse período imprimimos novas diretrizes e
estratégias globais. Depois da esperada abertura democrática, as
universidades públicas controladas pela esquerda raivosa, fizeram da memória
de 1964, um ato indiscriminado de repúdio aos militares e às diretrizes por
eles traçadas. Com a chegada do Lulopetismo ao poder, mudaram pessoas e
métodos, os problemas não, aliás, a corrupção tornou-se sistêmica, antes era
endêmica. Como exemplo a criação da “Comissão da Verdade” visando colocar os
holofotes a repressão praticada apenas pelo Estado. A grande falha de 1964,
no viés autoritário do regime militar, decorre do fato de que eles não
estavam habilitados para a chefia do Estado, toda vez que são preparados
para defender com coragem e eficiência os interesses soberanos da Nação, à
luz da ética de convicção cética. Falta aos homens de armas a sensibilidade
para calcular as decisões tomadas e suas conseqüências a comunidade. Ora, a
política é o reino do dissenso, em decorrência da nossa natureza racional
essencialmente dialética, condição já apontada por Aristóteles (384-322 a.
C). Hoje, meio século depois do Golpe Militar e quase 30 anos do término
daquele regime, carecemos de um projeto estratégico que nos indique para
onde irá o País nas próximas décadas.