MAIS VAIAS PARA DILMA

As vaias e xingamentos a Presidenta Dilma na cerimônia de abertura da Copa
do Mundo Brasil FIFA 2014 ocorreram por ela estar imagem e semelhança de
Lula, seu mentor e eterno presidente ausente dos momentos difíceis. Dilma e
Lula tem por princípio não terem princípio. As vaias e o coro de quase
70.000 vozes …”Ei, Dilma vai tomar cajú”, ficou “barato” para Dilma, se
considerarmos a catástrofe que seu mandato vem impondo ao País. Certamente,
a maioria dos que ali estavam não são eleitores dela e muito menos do
Partido dos Trabalhadores. Nossa Presidente vem se omitindo no difícil
momento que o Brasil se encontra. Na verdade, não mais está chamando para si
o comando. Dilma vive em estado letárgico, e de costas para o Brasil de
todos. Sua omissão escancara os tumores que corroem o Governo Federal:
corrupção, letargia e ineficiência. Para uma criminalidade crescente e
abusada, Dilma ausenta-se ou se posta de forma dúbia. Na verdade, não exige
de sua imensa base de governo posição enérgica e mudanças como na consulta
ao povo quanto eventuais mudanças no Estatuto da Criança e Adolescente,
celeridade na revisão do Código Criminal, reinvenção do sistema prisional,
ampliação dos serviços de inteligência das polícias, reestruturação das
corregedorias, etc. Quanto à economia, Dilma que é economista, mantém uma
política que serviria a Cuba, Venezuela ou Argentina, não ao Brasil. A
economia brasileira está estagnada com crescimento pífio, inflação
crescente. A política econômica incentiva à desindustrialização e a perda de
cadeias produtivas inteiras. Com uma máquina pública inchada e lenta, faz
com que o Brasil afugente investidores internacionais. Quanto à educação,
que é à base de nosso futuro e remédio para todos os problemas da
civilização, não construiu nenhum grande projeto nos últimos anos. Na
verdade apenas retóricas e debates infrutíferos, quase que discussão sobre
“sexo dos anjos”. O Brasil precisa de atitudes imediatas. O novo capítulo
da novela em que se transformou o governo federal, ou seja, a “ausência de
atitude da Presidenta Dilma” sepultará a esperança sincera dos brasileiros
que a aprova como mandatária. A síndrome do “não é comigo” desemboca
dramaticamente na patologia do cinismo desse governo. Não me parece haver
dificuldades para que Dilma possa se posicionar com a energia contagiante
que possuía na década de 1970, perante as grandes dificuldades que
enfrentou. Às vezes acredito que nossa Presidenta está só, e omite-se para
não se tornar ainda mais. A saga fascinante da militante de esquerda não
será poupada caso continue a se omitir, e a implacável história esquecerá
suas qualidades, para lembrar apenas do ruim que seu governo viveu. As vaias
a Dilma representam a indignação de um povo.