PRECISAMOS DE MAIOR PARTICIPAÇÃO NA VIDA NACIONAL

Faltando um pouco mais de um mês para as eleições em nosso País, e, com o início da propaganda eleitoral dos candidatos ao Parlamento e Presidência da República, é necessário que os eleitores procurem se informar sobre o que os Parlamentares que concorrem para a reeleição fizeram para o País e a Sociedade Brasileira em suas gestões. Milhares de novos candidatos, em todo o Território Nacional, também precisam da atenção dos eleitores, para avaliarem suas trajetórias e feitos na política.

Os gestores do Brasil ao longo de muitos anos, vem sistematicamente errando muito e deixando um ônus elevado para a sociedade brasileira e o nosso futuro, como sobre os candidatos à Presidência da República e Governos Estaduais, é preciso prestar muita atenção para os detalhes em suas propostas de governo. Se detentores de posições de gestores públicos, avaliar atentamente, deixando de lado as paixões, o que realmente fizeram de relevantes na Presidência da República e governadores em seus Estados. O Brasil não pode continuar errando que a “conta” virá para ser paga. Aliás, essa conta já estamos todos pagando: Empresários; trabalhadores; consumidores e agentes com dívidas, como empresários e pessoas físicas, pagando juros altos, praticados pelo Banco Central do Brasil, que resulta de um baixo nível de desenvolvimento econômico; elevado nível de concentração de renda; e, principalmente, do aumento sistemático de déficits primários nas contas públicas (gastos maiores que as receitas tributárias), sem contar os juros sobre a dívida interna). Juros básicos elevados, como consequência dos déficits e da dívida interna para combater a inflação. Daí o consequente baixo nível de investimentos e aumento da pobreza em nosso País.

Há um nó na economia brasileira que precisa ser desatado urgentemente, para evitar que um eminente colapso na atividade econômica, já em curso, possa se aprofundar e provocar a ruptura do tecido social, com o fechamento, ainda maior e mais acelerado, de milhares de empresas; A impossibilidade do Estado de refinanciar a Dívida Pública e manter a sua liquidez e evitar, para que não ocorra, como previsto, daqui para frente, um grande número de pessoas desempregadas em nosso País.

É um caminho errado projetar o crescimento econômico, a partir de estímulos contínuos e sem limites, ao consumo. “Consumo não é vida”. É vida econômica estimular os “investimentos” que proporcionam a modernidade tecnológica e o aumento da produtividade empresarial, ampliando o espaço para um crescimento sustentável do PIB – Produto Interno Bruto; Redução das pressões inflacionárias; Geração de empregos de qualidade e maior poder de competitividade internacional.

Não é difícil que os “Policy-makers” que dirigem o nosso País, entendam essas premissas básicas e elementares e as coloquem em prática. Não devemos permitir que os interesses políticos e pessoais, em todos os cargos, se sobreponham aos interesses maiores da Nação Brasileira e da população do nosso País. É preciso um despertar do povo brasileiro. Se não o fizermos, continuaremos caminhando, inexoravelmente para a mediocridade e, creio, que não é o que queremos.

Temos pela frente, a Reforma Tributária, que terá início a partir de janeiro de 2027. Um Arcabouço Tributário que não modifica a essência de uma estrutura tributária : os impostos diretos, como o imposto de renda, o IPTU, o IPVA e outros correlatos, que são socialmente justos – paga-se mais quem ganha mais ou tem maior patrimônio e, do outro lado, os impostos indiretos, como o PIS e COFINS, o ICMS, substituídos pelo IBS – Imposto sobre Bens e Serviços, que são socialmente injustos, em relação proporcional à renda, pois paga mais quem ganha menos e paga menos quem ganha mais.

Messias Mercadante de Castro é professor de economia do Unianchieta, membro do Conselho de Administração da DAE S/A e Consultor de Empresas.