CAMPANHA PRESIDENCIAL 2014

A disputa presidencial de 2014 será emblemática. Nossa presidente
Dilma Rousseff ( PT-SP) está com sua imagem cada vez mais desgastada por
conta das trapalhadas de seu governo, dentre as quais os últimos resultados
da economia, os improvisos pós manifestações e a fama de não ouvir ninguém,
O eterno presidente Lula parece ter gostado do posto de eterno e de
conselheiro, não deve se dispor. O governador de Pernambuco Eduardo Campos (
PSB-PE) não tem apoio e nem reconhecimento em âmbito nacional. Já o senador
Aécio Neves (PSDB-MG), tem sua fama de play boy e bom vivam se esparramando
pelo Brasil mais rápido que suas qualidades, além do que o PSDB somente faz
oposição interna, como por exemplo, ao ex-governador José Serra. A última
que poderia ter alguma chance, a ex-senadora Marina Silva ( sem legenda),
tem sérios problemas antes mesmo da campanha. Para ser candidata em 2014
preferiu montar um partido com outros rebelados, a Rede Sustentabilidade. O
problemas é que para a Rede poder ter candidatos já em 2014, precisa ser
criada até 5 de outubro, mas tem enfrentado dificuldades para certificar as
492 mil assinaturas necessárias para obter o registro. Sem uma legenda
própria, Marina teria de procurar um partido para abrigar seu projeto que
oferecesse “um mínimo de conforto programático”, como diz um operador
político da Rede. O espectro é pequeno, mas traz opções. A mais viável seria
o retorno ao PV, sua antiga legenda. Outras alternativas aceitáveis seriam o
PDT, PPS e até o novato PEN, que poderia ser moldado à imagem e semelhança
de Marina. Todas essas siglas se dizem abertas ao diálogo e já abrigam
militantes ligados a Rede. O problema é que uma eventual migração poderia
deixar os parlamentares do grupo sem mandato, já que a lei só permite
mudança para partidos recém-criados. Uma pena, depois das eleições
presidenciais de 2010, onde assistimos o expressivo número de votos
recebidos pela carismática Marina Silva, poderíamos ver em 2014 o Brasil
assumindo sua vocação de liderança do processo de sustentabilidade do
planeta. Os fatos provam que nosso dia a dia está afetado pelo consumo
desenfreado e pelos maus tratos e desrespeito a Terra. Marina não serviria o
diabo depois de sair dos braços de Deus. Certamente a questão socioambiental
foi colocada na pauta brasileira, o que me trás profunda alegria e ânimo de
continuar. Ouviremos falar muito em Marina Silva nesse mês de setembro. De
qualquer forma, os futuros candidatos se embolam antes da largada.